quarta-feira, 5 de agosto de 2009

As invasões biológicas ainda não constam dos currículos escolares doBrasil, embora já constituam a segunda grande causa de perda debiodiversidade em todo o mundo. Nos Estados Unidos, a área tomadapelas espécies exóticas invasoras aumenta em cerca de 2 mil hectarespor dia (cada hectare equivale a uma quadra urbana de 100m x 100m). Asinvasões e seus custos aumentam em progressão geométrica ao longo dotempo. Por exemplo, uma árvore invasora isolada que produza em 5 anos100 novas plantas terá como descendência, em outros 5 anos, 100 x 100novas plantas, ou seja, 10.000 plantas; e assim sucessivamente.As espécies são chamadas de exóticas quando introduzidas emecossistemas do qual não fazem parte. Podem ser de plantas, de animaisou de microorganismos. Muitas dessas espécies não conseguem se adaptare desaparecem. Outras se adaptam, se reproduzem e invadem o ambiente,expulsando espécies nativas e alterando seu funcionamento. Nessescasos, são denominadas espécies exóticas invasoras. Muitas espéciesinvasoras passam desapercebidas, apesar de estarem estabelecidas emnosso meio. A dificuldade é que em muitos casos é necessário um certoconhecimento botânico para identificá-las, o que se torna mais fácilquando destoam da paisagem natural.Um exemplo brasileiro com impactos negativos tanto no meio quanto nacapacidade de produção é a invasão de capim-annoni (Eragrostis plana)no Rio Grande do Sul. Originária da África do Sul, a espécie foiintroduzida em mistura com sementes de outra forrageira e entãoselecionada e comercializada por um fazendeiro chamado Annoni. Anosdepois, percebeu-se que o gado não se alimentava da planta,extremamente fibrosa, mas já era tarde demais para conter a invasão.Em 1989, quando o Ministério da Agricultura proibiu o comércio daespécie, já havia 30 mil hectares de campos naturais invadidos edominados. Atualmente, a unidade da Empresa Brasileira de PesquisaAgropecuária (Embrapa) de Pelotas-RS estima que já estão ocupados maisde 500.000 hectares no estado, com elevados prejuízos para a produçãopecuária. O capim annoni já está em Santa Catarina e no Paraná, onde écomum ao longo de rodovias e de estradas rurais. Sem ações decontrole, o aumento da invasão é apenas uma questão de tempo.Essa é outra característica das invasões biológicas: ao contrário degrande parte dos impactos ambientais, que são lentamente absorvidospelo meio, as invasões se agravam com o tempo e, na maior parte doscasos, o processo só é reversível com interferência humana. NosEstados Unidos, estima-se em 137 bilhões de dólares anuais as despesasdo país com o controle dessas espécies nas áreas da agricultura, dasaúde e do ambiente.Outros exemplos de espécies em processo invasor no Brasil sãocinamomo, do Paquistão; uva-do-japão, da China e Japão; cedrinho, dePortugal; acácia-negra, da Austrália; nêspera, do Japão; tojo, daEuropa; eucalipto, da Austrália; braquiária e capim-gordura, daÁfrica; maria-sem-vergonha, da Ásia; lírio-do-brejo, da Ásia; pinus,da América do Norte; amarelinho, do México; e leucena, da África,entre muitas outras. Entre os animais, destacam-se o javali, que vemcausando prejuízos ao cultivo de arroz no Rio Grande do Sul; peixesexóticos como a carpa, a tilápia e o bagre africano, que escapam aocultivo e depredam as populações de peixes nativos; o lagartoTupinambis, em Fernando de Noronha, que se alimenta dos ovos de avesnativas; búfalos, cachorros e gatos asselvajados. Na área da saúde,também não faltam exemplos de invasões biológicas: a febre aftosa, ovírus ebóla, o vírus da Aids, a dengue, transmitida por um inseto deorigem egípcia, e a própria peste negra que assolou a Europa na IdadeMédia.Todos os exemplos acima ilustram um mesmo problema, que temconseqüências sociais, ambientais e econômicas. É tarefa de cada umajudar, não cultivando nem transportando espécies consagradas como invasoras. O setor produtivo tem o papel de implantar medidas deprevenção e controle e de buscar alternativas de espécies nãoinvasoras para produção, preferencialmente nativas.As espécies dos gêneros Pinus e Eucalyptus são a base da produçãoflorestal em todo o mundo e apresentam elevada importância econômica.O plantio comercial não constitui um problema em si, mas ainda carecede manejo adequado para controle da dispersão de sementes e mudas. Adispersão de plantas a partir dos núcleos de reflorestamento é queconstitui hoje um problema, não apenas nos campos do Sul do Brasil,mas também na Argentina, África do Sul, Nova Zelândia, Austrália ecertamente em outros países para os quais ainda não há registrosoficiais. Esses núcleos de dispersão não estão, porém, limitados aplantios comerciais. Existem inúmeros pequenos plantios de árvores aolongo de estradas ou para fins ornamentais em fazendas que contribuemem muito para o processo de invasão. Por isso, o engajamento dasociedade na contenção das invasões biológicas é crucial, para que nãose cultivem espécies invasoras e para eliminar as que se encontramestabelecidas.A melhor garantia de sucesso para conter uma invasão é a sua detecçãoprecoce e a adoção imediata de medidas de controle. Para tanto, épreciso investir em conhecimento científico e no esclarecimento dopúblico, pois a tomada de responsabilidade de cada indivíduo,proprietário rural, empresário ou amante de plantas ornamentais, é achave para a solução do problema.Redação Ambiente BrasilFonte: http://ambientes.ambientebrasil.com.br/fauna/artigos/invasoes_biologicas,_uma_ameaca_à_biodiversidade.html
Bom gente...essa é a minha primeira postagem....a primeira vez agnt nunca eskece...rs....ao invés de descrecer um pouco de mim na descrição do blog...preferi colocar aki...já que (suponho eu)...será uma descrição bastante longa. Então, me chamo Julia, tenho 24 anos, sou de Montes Claros, mas atualmente moro em Bocaiúva-MG...sou funcionária pública, formada recentemente em Ciências Biológicas..curso que aprendi a amar apesar de todas as dificuldades...amo viajar, ler (o que não deixa de ser uma viagem)...farras com os amigos mais intimos...gosto sempre de um ambiente mais aconchegante...quem me conhece a primeira vista pode até achar que eu adoro danceterias...virar a noite na rua..mas sou muito zen..tranquila mesmo...gosto de programas mais calmos...sentar..beber..conversar..rir...não tenho muitos amigos..mas tenho poucos que (acredito) sejam verdadeiros....ah...adoro moda...me inteirar de novas tendências...sou frequentadora assídua do Oficina de Estilo da Fê e Cris, do Garotas Estupidas da Camila Coutinho..e tantos outros..recomendo a vcs. Bom..essa sou eu...espero que tenha sido objetiva...sem eskecer de nada...quem quiser saber mais visite o meu blog sempre...será um prazer recebê-los.